O que é pra você, pode não ser para mim. Agente sente, respira, vive. Sem necessariamente saber, nos retratamos em gestos simples. Essa simplicidade, porém, está submetida a múltiplas interpretações e diferentes pontos de vista, o que transforma o tudo em nada, e vice-versa.
Nem toda a beleza do mundo pode ser explicada, algumas precisam apenas ser sentidas. Pois em algumas ocasiões, a explicação e a tentativa de uma compreensão teórica afetam, mancham e prejudicam o brilho e a experiência.
Sob essa influência do real, o irreal ganha sentido. O que realmente não deve acontecer é a constante busca de racionalidade, no sentido de substituir o irreal. O que tornaria o ambiente em sua totalidade, extremo, do lado monocromático. Levando em conta que o real sentido da vida não pode ser compreendido em meras análises.
É engraçado o fato de que lutamos todo o tempo para a interpretação racional dos fatos quando, na verdade, o “viver” é totalmente subjetivo.
E a manifestação dos sentimentos em belas formas, pinturas, canções, versos, ou seja lá
qual for o meio utilizado, é indispensável e imprescindível nesta aventura na qual fomos inseridos sem o nosso consentimento.
Será que a humanidade permitiria a queda ou a substituição de tais expressões? Apesar do avanço tecnológico e dos infinitos meios de comunicação hoje existentes, creio que nada tomará o lugar da essência artística.
Acredito apenas que agregarão maneiras, não descartarão as existentes. Pois o “sentir”, “respirar” e o “viver” não tem como serem descartados.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
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